Falar de Passa Três, é lembrar de infância bem vivida.
É falar de jogo de bola, de pipa, de pique-bandeira,
De um banho de chuva numa hora merecida
Ou da alegria encontrada numa simples brincadeira.
Nos estudos me vem uma lembrança saudosa
Dos amigos e das Tias do nosso Grupo Escolar
Onde aprendi de maneira muito carinhosa
Do primeiro rabisco à formula de calcular
É lembrar das quadras, ruas e da pracinha
Que compõe o vilarejo tranqüilo e apaziguador
Vigiado do alto pela nossa igrejinha
Lembrando-nos sempre de Nosso Senhor
Envolto por uma natureza exuberante
Proporciona-nos uma vida calma e saudável
Cartão postal com paisagem marcante
Nos presenteia com um clima agradável
Alguns nomes no decorrer de sua historia, lhe foram dados
Um dos primeiros foi Freguesia Nossa Senhora da Conceição
Para Ribeirão das Três Passagens também passou a ser chamado
Mas como Passa Três será eternizado
Lembranças e saudades de uma época marcante
Do passado inesquecível e das lindas historias
No presente um refúgio para seus filhos e amantes
No futuro um registro para se guardar na memória.
(Carlos Renato Barbosa)
30/10/07
Neste Blog, estarei postando minhas poesias, poemas, contos de minha criação. Quem sabe um dia tudo isso não esteja reunidos em um livro?? Quem sabe?
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
segunda-feira, 25 de julho de 2011
A ARTE E O ACASO
Numa sexta fria e chuvosa,
em busca da arte fui ao Paço Imperial.
Encontrei então uma figura formosa,
uma imagem pura de beleza sem igual.
O espetáculo se inicia
mas, não chama minha atenção;
Ao meu lado todavia,
está quem desperta minha emoção
Um adereço em sua orelha,
brilha como estrela na escuridão.
Em seu olhar uma centelha,
do fogo que poderá manter essa relação
Os atores se esforçam mas não me têm por inteiro,
o contato inevitável com seu corpo me estremece.
O sentimento inesperado é verdadeiro,
e a troca de olhar e um sorriso acontece.
Termina o show e a situação faz com que eu insista.
Nos apresentamos finalmente, sem muita intimidades.
Descobri então que éramos ambos artistas.
E nos despedimos já deixando saudades.
Espero que voltemos a nos encontrar,
para amadurecermos a amizade.
Pelo menos sua voz poderei escutar,
e nesta esperança encontro um pouco mais de felicidade.
em busca da arte fui ao Paço Imperial.
Encontrei então uma figura formosa,
uma imagem pura de beleza sem igual.
O espetáculo se inicia
mas, não chama minha atenção;
Ao meu lado todavia,
está quem desperta minha emoção
Um adereço em sua orelha,
brilha como estrela na escuridão.
Em seu olhar uma centelha,
do fogo que poderá manter essa relação
Os atores se esforçam mas não me têm por inteiro,
o contato inevitável com seu corpo me estremece.
O sentimento inesperado é verdadeiro,
e a troca de olhar e um sorriso acontece.
Termina o show e a situação faz com que eu insista.
Nos apresentamos finalmente, sem muita intimidades.
Descobri então que éramos ambos artistas.
E nos despedimos já deixando saudades.
Espero que voltemos a nos encontrar,
para amadurecermos a amizade.
Pelo menos sua voz poderei escutar,
e nesta esperança encontro um pouco mais de felicidade.
A PRIMEIRA VEZ LONGE DE TODOS E PERTO DE ALGUÉM ESPECIAL
Quando senti que isso poderia acontecer, meu coração ficou apertado e esperançoso.
Surgia a oportunidade que tanto esperamos. Mais ou menos 4 anos.
Seria aniversário de um amigo em comum e este daria um almoço no Leme.
Veio então a idéia de fazer o convite para vir conosco apesar de achar que isso seria remotamente possível.
Não quis alimentar tanto a minha esperança mas, não podia esconder a ansiedade de ter a certeza de que viria ou não.
Recebi uma ligação como de costume, ligações essas que espero sempre ansiosamente,
já que é nesses minutos que mato a saudade que a distância nos impõe.
Durante a conversa, fiz o tal convite. A princípio disse que não sabia se poderia vir mas, logo em seguida afirmou que achava que daria pra vir.
Fiquei feliz com a notícia, apesar de ainda não estar acreditando.
Viajei pra lá e passamos o sábado juntos. A noite fomos a um show na cidade vizinha e pra minha surpresa fomos todos no mesmo carro.
No meio do evento nos chama para irmos embora pois teria que acordar cedo no domingo já que iríamos viajar.
Não acreditei quando falou isso. Mas era verdade.
Na manhã seguinte foi até minha casa, me acordou e viajamos para o Rio de Janeiro. Foi um dia para nunca mais esquecermos.
O deslumbramento que sentia misturado com a felicidade que nos envolvia e o cenário de Copacabana era o conjunto perfeito para um dia maravilhoso.
Olhava para a sua silhueta nas areias da praia onde a sua beleza e performance combinava perfeitamente com o sol e o mar, que emoldurava aquela pintura mágica e envolvente. Achava que tava sonhando.
Não conseguia acreditar que estávamos ali, longe de tudo e de todos. Livres para viver e sonhar.
Saímos da praia e fomos para casa. A minha casa e quem sabe nossa. O carinho, atenção que recebia era indescritível.
Tomamos um bom banho e enquanto eu terminava foi se arrumar no quarto. Quando sai do banheiro, me deparei com a imagem mais linda que já vi.
A pele brilhosa e bronzeada de praia, os olhos verdes, com uma roupa branca e sorrindo pra mim. Não queria sair dali, ficaria admirando o dia todo se pudesse.
Mas tínhamos um compromisso. Fomos pra o almoço de nosso amigo em comum.
Era um almoço para a classe artística e no meio de tantas estrelas uma em especial brilhava como um cometa radiante de alegria e satisfação.
O dia passou e a hora do sonho acabar também. Fomos à rodoviária onde iríamos nos separar por alguns dias.
O olhar de tristeza estava presente em nós dois. Ás 18:30 h do dia 19/10/03 o meu mais maravilhoso sonho terminou. Tive que acordar.
Voltei pra casa com a saudade no coração mas com a esperança de que em breve este dia tornará uma rotina em nossas vidas ou pelo menos será mais freqüente ou ainda será apenas uma lembrança;
Obrigado ao nosso amigo em comum que nos proporcionou esses momentos. Apesar do aniversário ter sido dele, nós é que fomos presenteados.
Surgia a oportunidade que tanto esperamos. Mais ou menos 4 anos.
Seria aniversário de um amigo em comum e este daria um almoço no Leme.
Veio então a idéia de fazer o convite para vir conosco apesar de achar que isso seria remotamente possível.
Não quis alimentar tanto a minha esperança mas, não podia esconder a ansiedade de ter a certeza de que viria ou não.
Recebi uma ligação como de costume, ligações essas que espero sempre ansiosamente,
já que é nesses minutos que mato a saudade que a distância nos impõe.
Durante a conversa, fiz o tal convite. A princípio disse que não sabia se poderia vir mas, logo em seguida afirmou que achava que daria pra vir.
Fiquei feliz com a notícia, apesar de ainda não estar acreditando.
Viajei pra lá e passamos o sábado juntos. A noite fomos a um show na cidade vizinha e pra minha surpresa fomos todos no mesmo carro.
No meio do evento nos chama para irmos embora pois teria que acordar cedo no domingo já que iríamos viajar.
Não acreditei quando falou isso. Mas era verdade.
Na manhã seguinte foi até minha casa, me acordou e viajamos para o Rio de Janeiro. Foi um dia para nunca mais esquecermos.
O deslumbramento que sentia misturado com a felicidade que nos envolvia e o cenário de Copacabana era o conjunto perfeito para um dia maravilhoso.
Olhava para a sua silhueta nas areias da praia onde a sua beleza e performance combinava perfeitamente com o sol e o mar, que emoldurava aquela pintura mágica e envolvente. Achava que tava sonhando.
Não conseguia acreditar que estávamos ali, longe de tudo e de todos. Livres para viver e sonhar.
Saímos da praia e fomos para casa. A minha casa e quem sabe nossa. O carinho, atenção que recebia era indescritível.
Tomamos um bom banho e enquanto eu terminava foi se arrumar no quarto. Quando sai do banheiro, me deparei com a imagem mais linda que já vi.
A pele brilhosa e bronzeada de praia, os olhos verdes, com uma roupa branca e sorrindo pra mim. Não queria sair dali, ficaria admirando o dia todo se pudesse.
Mas tínhamos um compromisso. Fomos pra o almoço de nosso amigo em comum.
Era um almoço para a classe artística e no meio de tantas estrelas uma em especial brilhava como um cometa radiante de alegria e satisfação.
O dia passou e a hora do sonho acabar também. Fomos à rodoviária onde iríamos nos separar por alguns dias.
O olhar de tristeza estava presente em nós dois. Ás 18:30 h do dia 19/10/03 o meu mais maravilhoso sonho terminou. Tive que acordar.
Voltei pra casa com a saudade no coração mas com a esperança de que em breve este dia tornará uma rotina em nossas vidas ou pelo menos será mais freqüente ou ainda será apenas uma lembrança;
Obrigado ao nosso amigo em comum que nos proporcionou esses momentos. Apesar do aniversário ter sido dele, nós é que fomos presenteados.
ROTINA
O celular desperta....
Ainda embriagado pelo sono turbulento da noite,
levanto e faço com que a música pare de tocar;
Volto à cama na esperança de um último cochilo
mas, o relógio não para e não posso impedir da rotina se iniciar.
Em poucos minutos o despertar realmente acontece,
a ducha lava o corpo e a mente como num ritual de energização,
necessário para enfrentar o dia que se inicia.
Tento imaginar nesses instantes como serão as próximas 12 horas
e faço o possível para vislumbrar novas atividades e novos desafios.
Componho a vestimenta e cumpro o ritual de saída;
Bato a porta e o alarme da portaria avisa que estou na ativa novamente.
Pego o jornal no chão, saio, dou bom dia pra mulher da banca de revistas e olho as manchetes,
buscando finalmente algo que não é rotineiro, as notícias do dia... ou será que é.... nem sei.
No ônibus me vejo no meio de inúmeros estudantes, que como eu,
cumprem suas rotinas , a deles é de ir em busca de conhecimentos sem saber ao certo para que os utilizarão;
Os mesmos rostos mais que conhecidos, já que fazem parte de minha rotina;
Sonolentos, atenciosos, dispersos, todo tipo de rostos, e em comum...
A juventude estampada nas fisionomias ilusionárias.
Chego ao terminal das barcas. O autofalante anuncia a próxima partida.
Ainda há tempo para um desjejum apressado, servido por rostos também conhecidos do dia-a-dia.
Na travessia, me deparo com um visual digno de uma manhã na cidade maravilhosa;
a natureza brinda e se confraterniza com as obras humanas numa harmonia de grandiosidade e beleza.
Em sete minutos estou em outra cidade. Pego um táxi e me dirijo ao local de trabalho.
Logo na portaria principal do estaleiro se inicia minha rotina operária.
Apesar de me sentir estranho, sigo o ritual de todos os que passam por ali:
registro a hora de minha entrada e me vejo no meio de milhares de operários;
que trabalham em enormes embarcações, que mais parecem edifícios negros,
de uma cidade agitada, confusa e obscura, embora produtiva.
Passo pelos rostos que apesar de rotineiros nem sempre são conhecidos;
Identificados apenas pelas cores dos uniformes, que em meio a tantas ferragens...
funcionam como pontos coloridos que em certos momentos se unem formando um arco-íris,
e em outros se dispersam, salpicando e alegrando a tela escura do cenário geral.
Atravesso a obra de arte e chego então a sala, onde passarei as próximas oito horas.
Ambiente duo onde a frieza das máquinas é compensada pelo calor humano de uma equipe de trabalho.
Atividades rotineiras mescladas com as urgências e necessidades do dia-a-dia de um projeto de tecnologia,
me envolvem de tal forma que funcionam como uma hipnose, me impedindo de notar o tempo passar.
O trabalho é interrompido por uma hora, para descanso e almoço.
Retorno então para mais quatro horas de trabalho, até que a sirene informa que:
as horas diárias de rotinas trabalhistas...terminaram.
Faço o mesmo caminho em direção oposta, agora a aquarela já se apresenta desbotada,
pego os meios de transportes rotineiros e retorno a minha casa.
O corpo e a mente, já cansados, procuram por repouso aliado à uma distração rotineira,
que chega através das telas da televisão.
Vejo as notícias do dia, que não tiveram chance de chegar ao meu conhecimento na hora dos acontecimentos.
Simultaneamente faço a última refeição diária.
O sono aperta e preocupado com o despertar de amanhã, cumpro o ritual final do dia:
desligo a TV, apago as luzes da sala, do corredor, ativo o alarme do celular.
Apago a luz do quarto, deito na cama, fecho os olhos e imagino como será o dia de amanhã.
Antes de tentar modificar a rotina do próximo dia, mesmo que em pensamento,
agradeço a Deus pelo dia rotineiro que termina... os olhos ficam pesados....adormeço...e aí...
O celular desperta...
(Neste período estava trabalhando em um projeto de tecnologia, pela RM Sistemas, no Estaleiro Mauá em Niterói. Esta rotina durou 6 meses)
Ainda embriagado pelo sono turbulento da noite,
levanto e faço com que a música pare de tocar;
Volto à cama na esperança de um último cochilo
mas, o relógio não para e não posso impedir da rotina se iniciar.
Em poucos minutos o despertar realmente acontece,
a ducha lava o corpo e a mente como num ritual de energização,
necessário para enfrentar o dia que se inicia.
Tento imaginar nesses instantes como serão as próximas 12 horas
e faço o possível para vislumbrar novas atividades e novos desafios.
Componho a vestimenta e cumpro o ritual de saída;
Bato a porta e o alarme da portaria avisa que estou na ativa novamente.
Pego o jornal no chão, saio, dou bom dia pra mulher da banca de revistas e olho as manchetes,
buscando finalmente algo que não é rotineiro, as notícias do dia... ou será que é.... nem sei.
No ônibus me vejo no meio de inúmeros estudantes, que como eu,
cumprem suas rotinas , a deles é de ir em busca de conhecimentos sem saber ao certo para que os utilizarão;
Os mesmos rostos mais que conhecidos, já que fazem parte de minha rotina;
Sonolentos, atenciosos, dispersos, todo tipo de rostos, e em comum...
A juventude estampada nas fisionomias ilusionárias.
Chego ao terminal das barcas. O autofalante anuncia a próxima partida.
Ainda há tempo para um desjejum apressado, servido por rostos também conhecidos do dia-a-dia.
Na travessia, me deparo com um visual digno de uma manhã na cidade maravilhosa;
a natureza brinda e se confraterniza com as obras humanas numa harmonia de grandiosidade e beleza.
Em sete minutos estou em outra cidade. Pego um táxi e me dirijo ao local de trabalho.
Logo na portaria principal do estaleiro se inicia minha rotina operária.
Apesar de me sentir estranho, sigo o ritual de todos os que passam por ali:
registro a hora de minha entrada e me vejo no meio de milhares de operários;
que trabalham em enormes embarcações, que mais parecem edifícios negros,
de uma cidade agitada, confusa e obscura, embora produtiva.
Passo pelos rostos que apesar de rotineiros nem sempre são conhecidos;
Identificados apenas pelas cores dos uniformes, que em meio a tantas ferragens...
funcionam como pontos coloridos que em certos momentos se unem formando um arco-íris,
e em outros se dispersam, salpicando e alegrando a tela escura do cenário geral.
Atravesso a obra de arte e chego então a sala, onde passarei as próximas oito horas.
Ambiente duo onde a frieza das máquinas é compensada pelo calor humano de uma equipe de trabalho.
Atividades rotineiras mescladas com as urgências e necessidades do dia-a-dia de um projeto de tecnologia,
me envolvem de tal forma que funcionam como uma hipnose, me impedindo de notar o tempo passar.
O trabalho é interrompido por uma hora, para descanso e almoço.
Retorno então para mais quatro horas de trabalho, até que a sirene informa que:
as horas diárias de rotinas trabalhistas...terminaram.
Faço o mesmo caminho em direção oposta, agora a aquarela já se apresenta desbotada,
pego os meios de transportes rotineiros e retorno a minha casa.
O corpo e a mente, já cansados, procuram por repouso aliado à uma distração rotineira,
que chega através das telas da televisão.
Vejo as notícias do dia, que não tiveram chance de chegar ao meu conhecimento na hora dos acontecimentos.
Simultaneamente faço a última refeição diária.
O sono aperta e preocupado com o despertar de amanhã, cumpro o ritual final do dia:
desligo a TV, apago as luzes da sala, do corredor, ativo o alarme do celular.
Apago a luz do quarto, deito na cama, fecho os olhos e imagino como será o dia de amanhã.
Antes de tentar modificar a rotina do próximo dia, mesmo que em pensamento,
agradeço a Deus pelo dia rotineiro que termina... os olhos ficam pesados....adormeço...e aí...
O celular desperta...
(Neste período estava trabalhando em um projeto de tecnologia, pela RM Sistemas, no Estaleiro Mauá em Niterói. Esta rotina durou 6 meses)
SAUDADE
Palavra de um único idioma.
Sentimento profundo que alimenta a alma.
Quando a sentimos algo se soma
Quando a matamos tudo se acalma.
Sempre que ela chega, nos enche de esperança
De rever alguma coisa ou alguém que se ama
As vezes isso torna-se impossível e fica apenas a lembrança
Tentar consolar o coração que nessa hora arde em chama.
É difícil definirmos
Se é bom ou não sentirmos.
Já que as vezes nos distrai
E outras vezes nos atrai.
Mas já que é um sentimento tão poderoso
Que atinge a pessoas de todas as idades,
Concluo que temos que achar maravilhoso
Ter sempre alguém por quem sentir saudades.
Sentimento profundo que alimenta a alma.
Quando a sentimos algo se soma
Quando a matamos tudo se acalma.
Sempre que ela chega, nos enche de esperança
De rever alguma coisa ou alguém que se ama
As vezes isso torna-se impossível e fica apenas a lembrança
Tentar consolar o coração que nessa hora arde em chama.
É difícil definirmos
Se é bom ou não sentirmos.
Já que as vezes nos distrai
E outras vezes nos atrai.
Mas já que é um sentimento tão poderoso
Que atinge a pessoas de todas as idades,
Concluo que temos que achar maravilhoso
Ter sempre alguém por quem sentir saudades.
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